Visita técnica destaca uso de osmose reversa como alternativa limpa para recuperação ambiental do Lixão da Estrutural e prevenção da contaminação do rio Melchior
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) visitou o aterro sanitário Baru, em Águas Lindas de Goiás, para conhecer a tecnologia limpa de purificação do chorume, produto da decomposição dos resíduos e altamente poluente. A avaliação técnica ocorreu em 26 de março. O problema tem sido trabalhado pelas 1ª e 3ª Promotorias de Defesa do Meio Ambiente e do Patrimônio Cultural (Prodema).
Desde 2007, a 1ª Prodema executa a sentença da Vara de Meio Ambiente que condenou o Serviço de Limpeza Urbana e o Distrito Federal à recuperação ambiental das áreas do Lixão da Estrutural. Um dos problemas é justamente o chorume gerado e ali armazenado, que já atingiu as águas subterrâneas que se dirigem para o Parque Nacional de Brasília. A 3ª Prodema monitora a poluição do rio Melchior e a adequação técnica do aterro sanitário de Samambaia, cujo chorume tem sido apontado como grave fonte de contaminação daquele corpo hídrico.
A tecnologia de filtros de osmose reversa, empregada no novo aterro de Águas Lindas, é uma inovação de tratamento de chorume na região Centro-Oeste e proporciona a depuração dos poluentes com transformação em água, que pode ser usada em outras atividades e inclusive devolvida à natureza sem riscos.
Para os promotores que estiveram na visita técnica, André Duran (3ª Prodema) e Roberto Carlos Batista (1ª Prodema), a alternativa pode propiciar a recuperação do lixão por meio de tecnologia limpa, além de estancar uma possível contaminação do rio Melchior pelo aterro de Samambaia. Também participaram da visita os analistas periciais Luzideth Luzia Gonçalves (engenheira sanitária) e Breno Oliveira Freire (engenheiro ambiental).