O mais novo vídeo da série “História Oral” traz o relato do primeiro promotor de justiça a ser nomeado como procurador-geral
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) tem uma trajetória de desafios, transformações e avanços. Um personagem marcante nesses mais de 60 anos de história é o procurador de justiça Eduardo Sabo, presente na instituição há 38 anos. Atualmente titular da Procuradoria Distrital dos Direitos do Cidadão (PDDC), sua jornada pessoal e profissional é exemplo de compromisso com o fortalecimento da instituição e a melhoria dos serviços prestados à sociedade. Ele conta sua perspectiva no projeto “História Oral”, uma série de vídeos que busca resgatar a memória do MPDFT por meio de relatos de seus integrantes mais antigos.
O interesse de Eduardo Sabo pelo Ministério Público surgiu ainda durante o período de faculdade. “Quando eu estudava Direito na Universidade de Brasília, fui muito impactado por uma palestra de um promotor de justiça, que me motivou a iniciar estágio no órgão”, relata Sabo, que atuou inicialmente em Brazlândia, adquirindo conhecimentos diretamente com um defensor público.
Ao ingressar no MPDFT como membro em 1987, Sabo iniciou sua carreira com uma forte identificação com questões sociais. Ao longo dos anos, ocupou diversos cargos, com foco em aprimorar a estrutura da instituição e garantir maior autonomia e presença em todo o Distrito Federal.
Em 1992, quando assumiu a Diretoria-Geral, uma de suas primeiras grandes missões foi a construção de uma sede para o MPDFT, que teve início no ano seguinte. “ Para que nós tivéssemos uma identidade, depois de 32 anos, foi preciso sair de dois andares cedidos pelo Tribunal de Justiça e ter uma sede própria”, relembra.
Eduardo Sabo foi o primeiro promotor de justiça a ser nomeado procurador-geral de justiça. Uma de suas memórias mais caras é o programa “Ministério Público de Portas Abertas”, que incentivava os integrantes da instituição a saírem dos gabinetes e se aproximarem da população. Em uma época em que a comunicação digital ainda era incipiente, ele também buscou implementar um sistema itinerante que levasse serviços para diversas regiões do Distrito Federal por meio de um ônibus adaptado para atender aos cidadãos. “A iniciativa se mostrou como um modelo de proximidade com a sociedade”, afirma.
Sabo trabalhou ainda para a criação de núcleos voltados para a defesa dos direitos das mulheres e de minorias. A fundação desses espaços no MPDFT foi um passo importante para garantir que questões como a violência doméstica, direitos das pessoas com deficiência e outros temas ganhassem visibilidade e espaço institucional.
No papel de procurador distrital dos direitos do cidadão, um momento marcante foi a atuação durante a pandemia de covid-19. “Foi o maior desafio da minha vida, pois estávamos lidando com o desconhecido que demandava a coleta de novas informações e tomada de decisões todos os dias”, relembra. Ele destaca que neste período os primeiros passos foram garantir a transparência, tomar decisões relacionadas ao sistema de saúde e a garantir medidas de proteção para os cidadãos.
O procurador de justiça destaca a importância da colaboração das equipes de trabalho durante sua trajetória: “o sucesso deste órgão se deve, em grande parte, à colaboração e ao apoio mútuo de colegas que partilham de uma mesma visão, de um MPDFT forte, autônomo e comprometido com a justiça social”, avalia.
Saiba mais
A série "História Oral" busca documentar experiências individuais para a construção de uma memória coletiva sobre o impacto do MPDFT na sociedade. O projeto, sob responsabilidade da Coordenadoria de Documentação e Informação (CDI) e da Seção de Preservação da Memória Institucional (Sepmi), é uma iniciativa de valorização da história por meio do reconhecimento do trabalho daqueles que contribuíram para o fortalecimento da instituição. Para assistir às demais entrevistas, clique aqui
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